ESPÍRITO EMPREENDEDOR SEM CONHECIMENTO GESTOR
Antes de chegar em casa, decidi passar numa loja que vende bolos e outras guloseimas para comprar algo para o jantar. Já tinha visto a fachada chamativa dessa loja antes, mas só quando bateu a fome foi que deu curiosidade de entrar lá.
De cara, vi um grande local com vários balcões, colocados lado a lado como uma fronteira, e uma pessoa atendendo. Observando criticamente, porém, percebi que havia espaço demais no interior da loja para tantos balcões e bolos. A disposição do lugar foi feita na intenção de, ao invés de aproveitar, apenas ocupar espaço e evitar a sensação de vazio. O efeito contrário disso foi a impressão de desperdício de área. Somente para cutucar, depois que a moça me vendeu, perguntei a mesma:
” – Moça, porque os balcões são tão próximos das colunas ? (mas um detalhe ignorado por quem elaborou tão primoroso layout, que espreme entre a coluna e o balcão quem tenta olhar todos os bolos lá dispostos)“
Ela não estava esperando por uma pergunta tão peculiar. Sua resposta repentina foi:
” – Olha, isso eu não sei dizer não.”
Me despedi e voltei pensativo para casa.
Entendo que o espírito empreendedor da pessoa que elaborou o negócio dos bolos é muito válido. Sem ele, não se tem coragem para entrar no jogo e tentar a vitória. Contudo, ter algum conhecimento é importante para que as chances de que essa aventura seja lucrativa aumentem muito. Se o dono ou dona da loja tivesse experiência na área ou estudasse como poderia gerir melhor o empreendimento, ou ainda contratasse uma pessoa que pudesse orientar o que se deve fazer para melhorar o investimento (como, por exemplo, eu!), com certeza não seria daquele jeito que ela seria apresentada para o público.
Nas minhas idéias, eu aproveitaria melhor o layout. No lugar de dispor os balcões de exposição dos bolos em forma de barreira, somente para preencher a área, eu organizaria de forma que sobrasse mais espaço, usando-o para colocação de umas quatro mesas de quatro cadeiras. Utilizaria tal configuração para que os clientes não somente comprassem bolos inteiros e fossem embora, mas também consumissem doces menores alí mesmo, juntamente com um cafezinho ou um refrigerante, que também seriam vendidos lá dentro. Dessa forma, os clientes não seriam apenas os que teriam a intenção de comprar bolos inteiros, mas também os que desejariam somente um lanche, que são em quantidade muito maior que os primeiros.
Talvez eu dê essa sugestão à pessoa responsável, se um dia a encontrar e ela estiver disposta a ouvir. De resto, só não espero que, por conta de uma má gerência, o empreendimento em questão siga o triste caminho de muitas das pequenas empresas que entram todos os anos no mercado sem conhecimento de gestão, achando que basta expor produtos baratos numa chamativa vitrine, o que é bem diferente do ideal.





Hum e parabéns pelo blog , estou acompanhando a duas semanas e estou gostando muito de seus post
Dizem por ae:
“…plantando atitudes, colhendo resultados.”
Mas se num se dedicar a conhecer o jogo ….vai tudo pro beleleu ,nimquem vence se não se arrisca mas ninquém perdura se não sabe as “malícias” do jogo …