VENDAS: E-COMMERCE EM ALTA. SERIA A FALTA DAS PESSOAS?
De acordo com esta notícia da Infomoney, o índice de satisfação dos consumidores que compram pela internet regularmente passou dos 85%. Na minha opinião, um índice bastante alto e que ajuda a encorajar mais pessoas a comprar virtualmente sem precisar se deslocar de seus lares. A matéria ainda ressalta que o crescimento vem desde 2001 e só melhorando.
Acredito que um dos fatores que propiciaram tal escalada foi a popularização dos computadores. Com menos de R$ 1.000,00, compra-se um PC razoável, que serve muito bem a quem apenas deseja navegar na madrugada e no final de semana. Contudo, outro fator me surgiu na mente para explicação dessa ascenção: a diminuição da quantidade de pessoas intervindo no processo de compra dos consumidores. Com menos pessoas atuando, ou atrapalhando, o consumidor consegue tomar conta do processo e assim se satisfaz com mais facilidade.
Mas você pode pensar (principalmente se for vendedor): Afirmativa errada! Um vendedor iria aumentar o volume de vendas do site porque poderia casar vendas e melhorar o vínculo entre empresa e cliente. Então eu digo: vendas casadas já existem na maioria das “lojas virtuais de departamentos”, e são ofertas muito interessantes. Além disso, acredito eu que o consumidor de internet não procura exatamente ser paparicado ao entrar num estabelecimento. O que ele quer quando acessa um site é achar facilmente o produto, ver as condições de pagamento e o prazo de entrega. Geralmente esse cliente já conheçe o produto ou já fez alguma pesquisa “real” sobre o mesmo antes de realizar a compra virtual.
Muitas pessoas influenciando no processo de venda podem levá-lo ao fracasso quando não estão preparadas para isso. Baseando-me na realidade do varejo pernambucano, um vendedor mal orientado pode por a perder uma venda quase confirmada, pois fornece informações erradas sobre o produto, não presta a assistência esperada pelo cliente ou simplesmente não o recebe direito quando do momento da abordagem. Na loja virtual não: a pessoa entra sem bater, pega o produto, passa o cartão ou imprime o boleto e aguarda em casa a chegada da compra. Simples assim.
A necessidade do vendedor do processo se daria quando fosse preciso fazer uma venda técnica, onde o atendente, que atua como um consultor, auxilia na decisão de compra do consumidor, pois se trata de algo especializado, como um carro de alto padrão, um imóvel, uma máquina específica ou uma outra compra de grande vulto. Fora isso, colocar uma pessoa somente para ficar bisbilhotando o cliente quando ele chega, mais atrapalhando que ajudando, apenas para cobrar sua comissão do patrão, somente serve para espantar as pessoas e empurrar as vendas para baixo.




