GESTÃO: FAZEMOS “REECARGA” DE CARTUCHOS!
Dessa vez o motivo para demora na atualização do blog foram as festas de natal. E desde já aviso: se eu não atualizar nada no começo da semana que vem, saibam que foi por conta das festa de virada de ano!
Um dia desses de 2007, quando ia para o trabalho, me chamou atenção um anúncio pintado na parede externa de uma papelaria. Dizia:
“Reecarga de cartuchos”.
Limpei os olhos e os óculos e li novamente. Ainda assim dizia:
“Reecarga de cartuchos”.
Achei tão curioso que tirei uma foto com o celular e mostrei para os amigos. O mais curioso ainda é como uma empresa permite exibir para todos sua fraqueza gramatical sem ter o cuidado de pedir a alguém mais instruído que corrija qualquer dúvida.
Antes desse dia, certa vez, ao andar pelo bairro onde morei, vi uma cena parecida:
“Fazemos mega-ré”.
E ainda houve a ocasião de eu ler na vitrine de uma loja do maior Shopping Center de Pernambuco:
“À partir”.
Entre outras tantas ocasiões onde erros gramaticais absurdos estavam estampados e mostravam que quem escreveu aquilo faltou algumas aulas de português.
Baseado nesses exemplos, não estou querendo me colocar como o mais sábio de todos. Assumo que já errei algumas vezes na edição do Administrando. Contudo, assim que percebo ou me alertam sobre o equívoco, procuro corrigir. O que acontece é que muitas empresas geridas por pessoas de baixa qualificação deixam transparecer esse despreparo, não só com relação ao escrever correto, mas também ao gerir correto. A maioria das empresas nas quais vi os anúncios gramaticalmente incorretos, excluindo a loja do Shopping, tinham estruturas tão erradas quanto sua forma de escrever.
A papelaria do primeiro exemplo tinha uma estrutura suja e caída, o que dava o aspecto de velho, como se tudo fosse desabar a qualquer momento. Diversos avisos impressos em papel colocados desordenadamente por todo área do local ajudavam a atrapalhar tudo. A fachada de uma cor, o interior de outra. Enfim, um erro em cima do outro, gerando uma bola de neve que feiava muito o lugar. Quando isso não espanta o cliente para longe, faz com que ele não dê qualquer preferência àquela loja. O desleixo não era somente linguístico, mas geral.
O fato maior é que vários gestores amadores praticamente pregam essa forma de conduzir os negócios. Infelizmente, a falta de profissionalismo é tanta que dá até a impressão de que quem age errado está fazendo o certo, tornando a excelência uma excessão. Bom para quem consegue atingir o tão desejado (pelos clientes) bom atendimento e gestão do ambiente de loja, que assim se destacam e ganham muito com isso. Ruim para os consumidores pernambucanos, que vêem os estabelecimentos se degradando e os gerentes dando pulos de alegria por isto estar acontecendo, por acreditarem estar conseguindo atingir o esperado, quando estão é dando mais condições ainda para os verdadeiros profissionais trabalharem e lucrarem às custas dos amadores.





Cara Gabi,
Achei sim engraçado. Geralmente, quando erramos, o erro se faz engraçado aos nossos olhos porque nos surpreendemos quando percebemos que deixamos passar algo tão claro sem querer. Contudo, se você reler o texto, verá que simplesmente o utilizei como mote para apontar uma observação relacionada aos modelos de gestão empíricos, muitas vezes usados pelos gestores.
Todos erram. Eu, você (…com as pessoas que “cometaram”?), todo mundo. E o mais certo a se fazer com ele é debatê-lo para sabermos exatamente o que devemos fazer para nos corrigir, no lugar de ficarmos apenas nos lamentando.
Também desejo que sejas mais humilde. Leia algum livro de auto-ajuda.
Porque você não comenta esses erros com as pessoas que os cometaram?
Na verdade, você achou engraçado.
Seja mais humilde, valeu.
Todos erram na vida.