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ESTUDOS? AH, EU JÁ CONCLUI (O SEGUNDO GRAU)

Não resisti e volto para falar sobre a importância dos estudos na vida de uma pessoa, tanto no pessoal quanto no profissional (aprendi essa com o Faustão).

É incrível como ainda existem pessoas alienadas que acham que concluir o ensino médio é terminar os estudos! Em conversa com uma garota de 21 anos, ela me contou coisas que se alguém viesse me dizer eu acho que não acreditaria.

Falávamos sobre estudos e emprego. Me disse que trabalhava numa recepção de clínica. Perguntei se estudava e ela disse que tinha concluído os estudos. Então questionei:

“- Se formou em quê?”

“- Não me formei não. Terminei o segundo grau.”

Não que concluir os estudos fosse obter o diploma de graduação, pois existem depois dessa etapa existem várias outras pelas quais passar se o indivíduo deseja estar bem qualificado, mas achei que ela tinha dito que concluiu nesse sentido. Então saí perguntando provocativamente:

“- Pretende fazer algum curso superior?”

“- Não.”

“- Pretende continuar nesse emprego ou deseja futuramente fazer outra coisa?”

“- Sou boa no que faço (parecia mais aqueles superagentes secretos após o chefe agradecer por ter salvo o mundo mais uma vez – Me chamo Bond e sou bom no que faço!).”

“- Você pretende ser recepcionista a vida toda?”

“- Sim.”

Daí não tive mais o que perguntar, pois achei por bem não forçar a barra e me contaminar com tamanha falta de perspectiva de vida.

Acho que na mentalidade dela ter um emprego simples e um certificado de ensino médio concluído é o bastante para enfrentar a concorrência no mercado de trabalho. Aliás, creio que ela nem tem dimensão da concorrência com a qual poderá se deparar se algum dia for demitida por encontrar-se num nível abaixo do esperado pelos empregadores. Continuando com esse mesmo nível de capacitação, me surpreenderia muito se ela conseguisse alguma promoção ou cargo mais elevado dentro da empresa na qual trabalha atualmente.

Ela não é a única nessa situação. Já li em vários sites e blogs a opinião de profissionais da área de recursos humanos e os mesmos dizem que infelizmente ainda existem pessoas em condições lastimáveis de preparação para o mercado. Têm que se contentar com empregos ou mesmo subempregos, onde as chances de conseguir ascensão, segurança financeira e realização profissional são pequenas. Não é impossível, mas é muito difícil.

Para resolver essa falta de diferencial para oferecer ao mercado, além da óbvia formação de nível superior, também existe a opção de cursos profissionalizantes e especializados, como tratei anteriormente neste post aqui. O que não se pode fazer, para o bem da própria pessoa, é estagnar no tempo e permanecer sem qualificação, sem ambições e sem condições de melhorar de vida.

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