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CARREIRA: VALE A PENA MUDAR RADICALMENTE?

Ouvindo o comentário de hoje do grande Max Gehringer, na CBN, vi que a cada 10 profissionais que mudam radicalmente de ramo (um dos exemplos que ele deu foi de uma psicóloga que queria fazer jornalismo), apenas 2 conseguem sucesso na nova profissão. O restante acaba se perdendo pelo caminho que tentaram trilhar para a ascensão profissional. Então, o Max levantou a questão: vale a pena mudar para uma área tão diferente da atualmente vivida? Seria imprudente ou simplesmente estaria-se seguindo um sonho?

Pela imprudência

Para quem já atua a anos numa determinada profissão, passar para uma área totalmente diferente e, muitas vezes, desconhecida pelo indivíduo, pode ser algo de alto risco. Não se justificaria uma mudança tão radical apenas pela baixa na demanda de serviços, enquanto o ramo almejado estaria crescendo cada vez mais, porque a oscilação da clientela é algo que ocorre em qualquer profissão. Talvez o profissional esteja apenas desmotivado e isso seja momentâneo. Cabe a ele revisar o histórico de sua carreira e ver como se desenvolveu a mesma. Se ele teve mais conquistas que perdas e o marasmo atual não é corriqueiro, então o indivíduo deve pensar bem antes de mudar. Mas, se ele nunca se deu bem na atual profissão…

Pelo sonho

Se a pessoa desde criança quis exercer uma certa profissão e, por meio das circunstâncias, acabou caindo na área errada, sem ter condição de sair dela e sem ter obtido, após alguns anos de atuação, qualquer evolução, então ela deve pensar seriamente em correr atrás do sonho. Seria a situação perfeita para jogar tudo para cima, chutar o pau da barraca, virar a mesa e fazer aquela bagunça, partindo definitivamente para a profissão com a qual sempre sonhou. Claro que o indivíduo deve verificar se o ramo está bem no mercado, se rende satisfatoriamente, se corresponde às expectativas do mesmo. Apesar de quê, já que a pessoa está agindo muito mais pela emoção que pela razão, esses detalhes serão meros coadjuvantes. O que vai valer mesmo será a realização de um sonho e isso, como diria o conceito priceless, não tem preço.

Partindo dessas duas vertentes, creio que a decisão entre sair de uma zona de conforto desistimulante e entrar de cabeça numa área desconhecida mesmo sendo obrigado a reiniciar a carreira ficam mais claras para uma avaliação mais criteriosa. A partir daí é com o profissional. Se você se encontra numa sinuca de bico que nem essa, pense bem e boa sorte! 

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