ARISTIDES: TURISMO – INFORMALIDADE X PROFISSIONALIZAÇÃO
Gostaria de agradecer a participação de nossa leitora Maria Aparecida Brezolim em nossa publicação acerca do mercado dos agentes de viagens. Somos colegas em um curso à distância sobre a regionalização do turismo, oferecido pelo Ministério do Turismo a profissionais da área.
Faço esta introdução e friso que o curso é para profissionais da área; logo, não para curiosos. O curso é gratuito, os participantes são selecionados por meio de análise curricular e carta justificativa de interesse pelo curso.
A principal política pública de turismo no Brasil é, hoje, o Macro-Programa de Regionalização do Turismo, intitulado “Roteiros do Brasil”. A intenção é descentralizar investimentos, promovendo um desenvolvimento rizomático em todas as regiões, tirando o foco das capitais, inclusive.
No caso da Maria Aparecida, que adquiriu uma franquia de agência e viagens em 2004 e atua no litoral norte catarinense, uma das regiões mais desenvolvidas do país, as coisas deveriam ser menos insanas. Gostaria de ver sua agência disputando fatias do mercado, concorrendo, lançando promoções, inovando em produtos e serviços e capacitando seus colaboradores a prestarem atendimento mais profissional e hospitaleiro. Entretanto, o que temos é um mercado fragmentado, contaminado por interesses politiqueiros e de “gestão” familiar, em que o empresário sofre por procurar ser profissional (qualificar-se, treinar colaboradores e parceiros, pagar tributos pertinentes a operadores turísticos).
Ela nos relata alguns problemas, que destaco a seguir:
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Sua agência oferece transporte rodoviário de passageiros por meio de fretamentos, que “acompanham” serviço de guia de turismo, roteiros já elaborados pela região e alimentação. Mas, há uma intensa procura de locação de ônibus, somente. O caso é complicado, discutimos a criação de uma identidade visual e um slogan, por exemplo. Algo que caracterize melhor o “negócio” da empresa. Delimitação e explicitação são a “ordem do dia”;
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A Maria Aparecida comentou, também, sobre a concorrência que a internet promove. No caso da internet, trocamos algumas informações no sentido de buscar usá-la como uma ferramenta complementar. Isso pode acontecer na comercialização, na formação de uma comunidade de clientes, amigos, parceiros, fornecedores. A internet interativa e colaborativa como é hoje pode ajudar no estabelecimento de identidade entre organização e seu público-alvo;
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Uma terceira, e mais grave, informação é acerca dos operadores turísticos informais. Muitos meios de hospedagem e restaurantes possuem, mesmo sendo impedidos pela Lei Geral do Turismo, automóveis próprios para a oferta de traslado entre sua empresa e um determinado ponto turístico, por exemplo. Assim, a Agência de Turismo Receptivo (como a da Maria) perde clientes.
Não é de hoje que o pessoal conhece meu ponto de vista balizado pela profissionalização dos variados segmentos que compõem a hospitalidade comercial. Minha militância é antiga, por isso criei um blog, que é meu escritório virtual, e trata sobre “Gestão de Recursos Humanos em Serviços de Hospitalidade”. Acredito na profissionalização enquanto solução para a crise da formalidade, meio de oferecermos melhores condições de trabalho, remuneração e benefícios, mas, sobretudo, para privilegiar aqueles que dedicam tempo, dinheiro, disposição e investem seus sonhos de carreira ao Turismo.





Olá pessoal!!
A oportunidade de escrever esse texto surgiu em um momento bastante interessante. Nasceu como um desabafo, na verdade.
Morei em Florianópolis (SC) por sete anos. Foi o local onde iniciei e desenvolvi os primeiros passos de minha carreira. Por motivos semelhantes aos citados no texto – vividos pela Maria Aparecida Brezolim – resolvi regressar à minha terra máter, Santos (SP).
Meu foco é a capital financeira do Brasil, mas gostaria muito de poder permanecer na Santa & Bela Catarina. Ressalto o que escrevi enquanto a “gestão” familiar… muitas vezes nem podemos chamar o simples “tocar um negócio” de “administrar”. Em certos casos é uma ofensa!!
Mas vamos em frente!! Espero poder colaborar para findar as anomalias do mercado de trabalho. Por ser vítima, tenho como um propósito profissional.
Um forte abraço!!
Sucesso sempre,
Aristides Faria