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GESTÃO: CONTRA OS CAVALEIROS SOLITÁRIOS

Nas minhas atribuições aqui no trabalho, a maioria delas depende de interação com outros setores. Poucas são as coisas que posso fazer sozinho. Nesses relacionamentos, geralmente tenho me dado bem, pelo menos pelo que eu vejo. Contudo, ainda existem alguns colegas que insistem em atrapalhar o andamento dos processos%rapalhar o andamento dos processos, como uma famigerada com a qual tive que entrar em contato recentemente.

A empresa precisava contratar um fornecedor. Para isso, enviei todos os documentos necessários para a bendita colega, que, ao recebê-los, alegou que faltavam alguns dados nos mesmos. Parti para providenciá-los, mas não consegui em tempo hábil. Então, os documentos foram devolvidos. Até aí, tudo bem, foi incompetência minha, mas acontece que nos documentos constavam sim as informações outrora solicitadas para meliante. O mais interessante: antes dela devolver o material para que eu retificasse, falamos pelo telefone e eu perguntei:

“- Tem certeza que os dados não estão lá?” – Perguntei isso porque eu sempre confiro tudo antes de enviar.

“- Tenho!”

Não é possível que, nesse momento, ela não tenha voltado aos documentos e conferido se realmente faltavam os dados. Ou seja, não sei por quê, ela disse que eu tinha errado, percebeu posteriormente que foi ela mesma quem errou mas não quis engolir o orgulho e a pompa e devolveu a tarefa para que eu a refizesse, me fazendo, e também a empresa, perder um tempo preciosíssimo.

A situação que expliquei acima entendo da seguinte forma: a colega da qual falei acha que a parte da empresa onde atua lhe pertence. Ela se vê como dona de determinada fatia do processo e crê ter o direito de arbitrar conforme ditam suas vontades, independente disso estar indo contra os objetivos organizacionais. Na cabeça dela, primeiro vem o que ela quer que seja feito, depois vem o que deve ser feito de acordo com as regras da empresa. Quando isso acontece, cria-se um gargalo, um empecilho que trava o processo e gera rixas internas. Uma atitude simplesmente ridícula.

O gestor deve atuar nesses empregados e procurar mostrar que eles não são todo o processo em si, mas sim fazem parte dele. Deve convencê-los de que, apesar de muitas vezes possuirem muito tempo de empresa e largo conhecimento das tarefas (ao ponto de querer se apossar delas), eles rendem mais quando trabalham em equipe que quando estão agindo que nem “cavaleiros solitários”. Deve lembrá-los que foram contratados para trabalhar para a empresa, não para atrapalhar o trabalho dos outros. Enfim, deve tirar deles o comportamento de “exército de um homem (ou uma mulher) só” e trazê-los para o grupo.

Outro detalhe: os gestores devem ensinar aos colegas que se apoderam de parte do processo que grupo não quer dizer apenas as pessoas que estão dentro da sala onde eles trabalham, aliás, residem. O grupo que eles têm de ter em mente é formado por fornecedores (no caso dela, euzinho aqui) e também clientes (os infelizes que dependem dela). Querendo ou não, tanto ela quanto eu estamos numa empresa trabalhando para que ela cresça e apareça, e não para ficar com guerrinha de egos.

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