CLAUDINEI: A ESCOLA E O MERCADO
O papel da escola na vida e na formação das pessoas é crucial e nessa perspectiva é necessário valorizar a construção da cidadania, a aprendizagem, a cultura, o saber do estudante e da comunidade e o aproveitamento significativo do tempo pedagógico. Sem considerar estas questões, a educação na escola continuará formando pessoas para uma sociedade e um mercado que não existem mais.
Quando o jovem conclui o Ensino Médio, descobre que o mercado quer pessoas qualificadas e que as suas “competências” não são exatamente o que este mercado procura.
Além da distância entre a escola e o mercado de trabalho, percebe-se que saber que o Brasil está na América do Sul ou que balanço se escreve com cedilha não o ajuda muito. Não estou dizendo que o conhecimento escolar não é importante. Sim, é. Apenas que é preciso aproximá-lo mais do mercado de trabalho e desenvolver competências úteis para essa realidade.
Formar o cidadão é uma grande responsabilidade e precisamos pensar para além do currículo. Como são processadas as informações (conhecimento)? Quais são os canais de recepção dessas informações? Qual a importância destes canais na aprendizagem? E a aula, é didaticamente criativa, diferenciada? Utiliza-se tecnologia? E a pesquisa, prioriza a resolução de problemas? Há um comprometimento com uma educação empreendedora?
Educação empreendedora? Sim! Além da preocupação com as competências escolares é preciso colocá-las em sinergia com situações reais. O educando acumula amplo conhecimento, passa em concursos, consegue bons empregos, mas não mobiliza o que aprendeu nas situações reais, não consegue usar o que aprendeu no cotidiano. Esta aproximação deve acontecer, afinal cidadão é aquele que ouve, pensa, analisa, questiona, opina, entende, decide e resolve.
Numa entrevista do Jornalista Gilberto Dimenstein para a CBN em 2002, o mesmo descreveu o perfil do profissional no mercado atual. Ele deve ter:
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Orientação por resultados;
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Capacidade de trabalho em equipe;
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Liderança;
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Perfil empreendedor;
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Visão de futuro;
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Capacidade para inovar;
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Facilidade de comunicar e expor idéias;
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Conhecimento técnico.
Analisando este perfil traçado por Dimenstein percebemos que as competências que o mercado mais valoriza não são os conhecimentos técnicos e sim as competências descritas acima por ele, que ainda estão aquém da valorização ideal por parte da escola.
Além do conhecimento técnico, é preciso pesquisar, preparar-se, estar atento às mudanças, inovar, ser criativo, empreendedor e buscar resultados. Este é o perfil que o mercado precisa e que deve ser trabalhado para que o jovem possa exercer a sua cidadania.
Claudinei é o colaborador que trata sobre carreira e vendas no Administrando.





Muito bom este artigo! O autor acertou em cheio. A escola tem andado a passos lentos e o mercado é veloz.