IVAN: SEM MEDO
Coragem pode ser uma qualidade, quando esta promove algo grandioso a partir de alguma coisa sem garantias de sucesso, ou pode ser um defeito, quando aliado a imprudência e a falta de análise. Porém, nos negócios, se tornou cada vez mais importante ter coragem e enfrentar os diversos desafios inusitados que surgem dia após dia. Sair da zona de conforto é difícil. A sensação de que algo pode dar errado é grande demais para ser ignorada. A coragem pode diferenciar um negócio promissor de um fracasso.
Apesar de todo o aparato tecnológico e das pessoas altamente treinadas para fazerem os riscos se tornarem os mínimos possíveis, eles ainda existem. E é em tempos de crise, como o atual, que acreditar em inovações é imprescindível. Riscos são enormes, mesmo quando são pequenos. É meio estranho, mas é verdade. Não se administra um negócio como se seguisse uma receita de bolo. Novos cenários serão apresentados diariamente e é preciso tomar decisões rápidas, mas não espere resultados diferentes para atitudes iguais. Para o negócio crescer, arrisque sem medo.
Arriscar sem medo, porém, é diferente de sair fazendo tudo loucamente, às cegas, como se nada pudesse atingir a empresa. Ter coragem não significa ser imprudente. Um bom administrador sempre anda armado de coisas valiosas como a experiência, o conhecimento, o feeling. Às vezes estes sentimentos vão contra os números. O que fazer então? Arriscar nisso ou se render às estatísticas contrárias? De ambas as formas, há um risco. Nenhuma estatística ou feeling pode dizer alguma coisa com 100% de certeza. Pode ser que dê errado, mas também pode ser que dê certo. De qualquer forma, ficará o aprendizado.
A Sony é um exemplo em que a coragem foi decisiva. Mesmo após os inúmeros fracassos iniciais, a empresa acreditou no seu modelo de eletrônicos e, corajosamente, continuou a investir neles. Eles sabiam que havia uma chance de dar certo, porque os seus estudos mostraram isso. Eles não desistiram, achando que estavam errados. O resultado está aí. Um de seus protótipos funcionou e a empresa passou a ser referência naquilo que faz. Imagine então o que aconteceria se a alta administração da Sony simplesmente pensasse:
“Erramos feio, vamos deixar tudo isso pra lá e abrir um restaurante?“
Eles aprenderam com os erros, e venceram.
É o que diferencia os negócios promissores daqueles fadados ao fracasso. Há inúmeros produtos no mercado e simplesmente copiá-los não trará vantagem competitiva a nenhum concorrente. Acreditar em inovações e ter coragem para implantá-las mesmo quando há poucas chances de que irá funcionar pode alavancar o crescimento da empresa consideravelmente. Pode também ser um tiro no pé. Não há como saber. O importante é ir em frente, acreditando no potencial do negócio, sem medo.
Ivan é o colaborador que trata sobre negócios no Administrando.





Ivan, nesse caso, considero o próprio “eu” um negócio. Primeiro passo para o futuro promissor de qualquer negócio material é acreditar no próprio potencial de quem o conduz. Isso inclui aprender com os erros (próprios ou alheios) , ter coragem de arriscar novamente, após fracasso. Tá aí a chave de tudo.
Excelente artigo!
Show, Ivan!
Estou passando por uma fase na vida em que a coragem foi decisiva para abraça-la… contudo, ignorei alguns fatos e número e acabei sendo imprudente também.
Percebi isto a tempo e aos poucos, em um processo lento, estou conseguindo remediar a situação. Muito bacana a sua percepção. Meus parabéns!
Um forte abraço!
Aristides Faria
Excelente texto.
Concordo que a coragem move os negócios e impulsiona o sucesso, mas infelizmente isso é para uns poucos por aí. Não concordo com o companheiro acima, esse tipo e coragem não se desperta nos indivíduos, creio que seja um “dom” intrínseco à poucas pessoas ; e ainda mais, nesse ínfimo número de “corajosos”, muitíssimos poucos são capazes, perseverantes e competentes o bastante para se tornarem exemplos para a sociedade. Logo, tal sucesso é uma verdadeira raridade.
Um grande abraço à todos.
Ivan, coragem é para poucos, por isso poucos atingem o sucesso. Algumas pessoas acreditam que se não mexer as coisas ficam como estão… e o pensamento recorrente é: tá ruim, mas tá bom!
É preciso despertar nas pessoas este entusiasmo proposto em seu post.
Abraço e sucesso.