ARISTIDES: PROFISSIONALISMO E PIONEIRISMO
Há alguns dias tive uma surpresa bacana. Fui convidado para ministrar aulas no curso de Turismo & Hotelaria do Centro de Formação Profissional Microlins, em São Vicente, litoral de São Paulo. Além da alegria pela oportunidade, tive uma grata surpresa ao receber o Manual do Educador, uma espécie de código de conduta, junto às diretrizes de cada aula.
O que acontece é que todo o curso é baseado nas Normas Brasileiras de Regulamentação aplicáveis ao setor de Turismo & Hospitalidade, desenvolvidas pelo Instituto de Hospitalidade. É a única escola que fundamenta seus cursos nestas normas, que, dentro de algum tempo, balizarão o mercado de trabalho (tal qual uma regulamentação). O pessoal que acompanha nossa coluna no blog Administrando sabe que nossos artigos baseiam-se, justamente, na certificação profissional.
Para quem está inserido de cabeça na questão da formação para o mercado de trabalho e para a qualificação rumo a melhores níveis de performance no trabalho é um grande fato, pois o Programa Nacional de Certificação para o Turismo não tem grandes adeptos. Muitos profissionais e entidades de peso torcem o nariz para ele. São questões político-institucionais manipuladas por grupos inoperantes que ignoram as distorções do mercado de trabalho.
Quando nos hospedamos em um hotel de negócios, provavelmente somos atendidos por um recepcionista bilíngüe. O que acontece, porém, é que hoje não é necessária qualquer formação técnica para que ele esteja lá, atrás do balcão. Assim, a pessoa que investiu em um curso técnico ou de graduação em Turismo e Hotelaria e é também bilíngüe acaba sendo preterido, por exemplo, por morar mais longe do local de trabalho.
No dia-a-dia de um hotel de negócios, isso talvez não tenha grandes reflexos. Talvez. Em minha carreira de aproximadamente dez anos, sempre vi que este problema se materializa nos momentos da verdade, nos momentos de crise, quando surgem problemas na operação destas empresas. Quando um computador portátil é furtado no lobby, quando um menor de idade hospeda-se sem autorização e os pais descobrem, quando o recepcionista não consegue barrar o turismo sexual ou quando acaba a luz de todo o prédio por mais de trinta minutos. Não que um diploma resolva estas questões por si só. Mas, estes estudantes-profissionais, que pretendem carreira – e não apenas ocupação – estão mais preparados para adversidades e sabem de ante-mão como agir.
Os valores aos quais busco balizar meus projetos e negócios são “Profissinalismo” e “Pioneirismo“. Respectivamente, refiro-me à dubiedade carreira x ocupação; e ao fomento a iniciativas de vanguarda, pioneiras e visionárias.
Quando o editor do blog Administrando entrou em contato comigo, há oito meses atrás, propus textos sobre o mercado das viagens corporativas, mas que pudessem fazer alusão às NBR’s pertinentes ao turismo. Bingo! Profissionalismo e Pioneirismo!
Um acerto daqui outro de lá e pronto, oito meses de parceria. Juntos, somamos algo em torno de 61.500 acessos em nossos weblog’s. Reflexo de muito Profissionalismo e, em se tratando da promoção das NBR’s, Pioneirismo também. Vida longa, Gabriel!
Aristides é o colaborador que trata sobre gestão da Hospitalidade no Administrando.




