ARISTIDES: GERENTE DE AGÊNCIA DE VIAGENS
O carnaval de 2009 acabou – talvez não em Salvador – e a saudade logo vai batendo. Enquanto um pessoal continua em viagem, outro volta ao batente. Há aqueles, como eu, que não pararam durante os dias de folia. Aproveitei para focar na solução de questões pendentes e adiantar outras que “martelavam” de preocupação.
É uma fase que estou buscando viver intensamente. E nossa coluna no blog Administrando faz parte dela. Venho estudando as estratégias que devo adotar para conciliar meu trabalho como Consultor em RH com as viagens que fazemos. Venho participando de uma série de eventos científicos pelo Brasil, assim como muitos de nossos leitores. Neste sentido, gostaria de fazer algumas considerações sobre o mercado do Turismo de Eventos.
Os produtos turísticos são compostos, ou seja, para que haja Turismo (deslocamento + estada) é necessária a soma harmônica de uma série de serviços e produtos. Quando nos deslocamos para participar de um congresso, por exemplo, utilizamos – muitas vezes sem perceber – uma grande quantidade de serviços e consumimos de diversos atores daquilo que chamamos de “Cadeia Produtiva do Turismo“.
Esta rede de fornecedores faz com que os investimentos em viagens, de negócios ou lazer, permaneçam na região de destino e oportunizem melhorias na infra-estrutura local e na qualificação da mão de obra.
A composição do produto turístico é real desde a Agência de Viagens que possui a conta de sua organização e o táxi que tomamos na porta da empresa, passando pelo vôo, a hospedagem e a compra de souvenirs, chegando até o cafezinho que apreciamos na área de descanso da feira que motivou nossa viagem. Todos estes produtos e serviços compõem o turismo. Turismo de Negócios, no caso. É interessante notar a quantidade e a diversidade de profissionais envolvidos nesta cadeia. Neste exemplo nem citei aqueles comprometidos no planejamento, na organização e na realização da tal feira. Imagine a quantidade e a diversidade de profissionais engajados nisso!
Gostaria de chamar atenção ao ponto das Agências de Viagens. Há alguns meses escrevi um de nossos textos sobre os Agentes de Viagens e alguns números deste segmento da Hospitalidade Comercial apresentados pelo Fórum das Agências de Viagens Especializadas em Contas Corporativas (FAVECC). Muitas vezes não percebemos a complexidade do setor de agenciamento de viagens corporativas, muito menos do trabalho de um gestor de uma empresa desta área.
A Norma Brasileira de Regulamentação NBR 15.081/2004, editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), sob orientação do Instituto de Hospitalidade (IH), afirma que o Gerente de Agência de Viagens deve ser capaz, em se tratando da gestão de pessoas, de:
Liderar a equipe: pode incluir estabelecer a equipe necessária para realização do serviço; supervisionar e orientar o trabalho do agente de viagens e outros membros da equipe; transmitir as informações necessárias para o desenvolvimento das atividades; incentivar a cooperação; desenvolver ações motivadoras e criar estímulo; promover bom ambiente de trabalho; definir critérios para administração da equipe; promover treinamento contínuo nas diversas áreas; estabelecer políticas de remuneração e incentivo; estimular o desenvolvimento da equipe, conciliar interesses.
Quando pensamos na viagem de um executivo de BH para Sampa ou de Vitória para Recife, a “logística” parece simples, conseguimos até visualizar os serviços, produtos e roteiros. Agora, e quando saímos de Porto Alegre para participarmos de uma reunião em uma montadora de veículos sediada em Dallas (EUA)? Bom, daí o Gerente da Agência de Viagens e sua equipe de Agentes que se virem!
Aristides é o colaborador que trata sobre gestão da hospitalidade no Administrando.





É sempre produtivo e esclarecedor ler orientações sobre os assuntos inerentes ao nosso curs. Gostei muito.