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ARISTIDES: CRÔNICAS DE UMA VIAGEM CORPORATIVA – OPERADOR DE CAIXA

Em todos os meios de hospedagem por onde passei a trabalho – digo, trabalhando na empresa – convivi com o sistema de caixas múltiplos. O nome pomposo esconde uma maneira de simplificar a operacionalização da recepção de nossos queridos hóspedes.

Antes, devo escrever algo sobre a recepção. Quando nos hospedamos em um hotel executivo na Avenida Paulista, provavelmente estamos a trabalho – digo, a negócios – e geralmente não percebemos esses detalhes. Mas, o(a) Recepcionista acompanha sua hospedagem desde momento da reserva, passando por seu check-in (e o preenchimento interminável da “ficha”), até sua saída da UH (unidade habitacional ou apartamento mesmo). Bem, se você acabar esquecendo algum item pessoal em seu alojamento ou mesmo nas áreas sociais do hotel, a participação do “cara da recepção” não termina aí.

Voltando à questão dos caixas múltiplos… Em hotéis mais antigos e de acordo com a cultura mais conservadora dos idos anos de 1950 ou 1960, a cobrança da fatura final do período de hospedagem se fazia quase de forma oculta, anônima e íntima. Havia um caixa, uma parte à parte do balcão da recepção aonde aconteciam os pagamentos – normalmente em dinheiro vivo. Hoje, com o advento dos cartões de crédito/débito – inclusive tendo superado os cheques – os processos de cobrança se fazem praticamente de forma virtual. Durante os tempos em que trabalhei no turno da madrugada, aprendi que os assaltos não são freqüentes, como eu temia. Como assim? Há uma mínima circulação de dinheiro tanto na recepção quanto na administração do hotel nestes horários. E mesmo durante o dia, quando lotes são despachados regularmente e os recebimentos em cartão de crédito ou pagamentos via fatura são cada vez mais usuais.

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 Por incrível, mas óbvio e, talvez, insignificante, que pareça, o cargo de Operador de Caixa está ameaçado de extinção. Você ainda deve estar se perguntando algo a respeito dos caixas múltiplos. Bem, foi por isso que fiz alusão aos Recepcionistas. Atualmente, todos eles – pelo menos nos hotéis mais “normais” e que não têm como estratégia manter o glamour de outrora – são, também, Operadores de Caixa. Todos monitoram sua conta, seus consumos, tarifas cobradas e informações quanto a cobranças. Além de executá-las ao final, durante seu check-out.

O cargo de Operador de Caixa é regulamentado pela Norma Brasileira de Regulamentação 15.029/2004. O referido documento apresenta os requisitos mínimos aos ocupantes deste cargo, que, ao contrário do que parece, é muito complexo e vai bastante além do que esta questão da cobrança ao final da estadia. Veja só os alguns dos resultados esperados:

· Apoiar a administração, que pode incluir fazer relatório de consumo; assumir serviço de auditoria, tesouraria, contas a pagar e a receber; dobrar a jornada de trabalho em caso de folga na recepção;
· Ser um elo entre o cliente e as outras áreas, que pode incluir comandar o pedido do hóspede; passar comanda para copa, cozinha e bar; assegurar que o pedido seja entregue; controlar pedido de serviço de unidade habitacional.

Há, ainda, outros 11 semelhantes a estes. O que importa aqui é perceber que o Operador de Caixa daquele grande hotel onde regularmente participamos de convenções é um articulador entre os interesses da administração, dos investidores, dos auditores, dos colegas das áreas operacionais, dos hóspedes e dos participantes não hospedados.

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Aristides é o colaborador que trata sobre gestão da hospitalidade no Administrando.

 

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