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ARISTIDES: MANIPULADOR DE ALIMENTOS

Por Aristides Faria

O profissional de Turismo & Hotelaria, ou melhor, da Hospitalidade Comercial, cresce em importância à medida que a sociedade contemporânea passa a valorizar mais o tempo livre em detrimento do tempo de trabalho.

O ponto é que, a partir de determinado prisma, verifica-se que as tendências de lazer, tempo livre, trabalho remoto, educação a distância, entre outras, vão contra a carreira do Anfitrião Profissional.

Interessante notar que para um profissional “comum” viajar e curtir seu tempo de não-trabalho, os Anfitriões Profissionais têm de fazer frente às suas necessidades de deslocamento, alimentação, entretenimento, informação, segurança e assim por diante.


O mesmo acontece quando estamos em deslocamento motivado por trabalho, o que fazemos normalmente sozinhos ou em grupos de profissionais. Há uma terceira opção que é quando viajamos a trabalho, mas acompanhados de pessoas a lazer. O atendimento cresce em complexidade e ganha – ou deveria ganhar – notoriedade, respeito e valor.

Enquanto consultor na área de gestão de pessoas, desenvolvo a marca RH em Hospitalidade, que é um serviço focado no referido mercado. A cada dia percebo que os profissionais dedicados a administração do potencial humano no trabalho em Turismo & Hotelaria têm uma tarefa árdua, que é ajudar esta moçada a desempenhar bem suas tarefas, mas, sobretudo, a pensar em carreira, não apenas ocupação.

Já compartilhei com os leitores da coluna “Crônicas de uma Viagem Corporativa” que tornei-me professor também. É uma experiência muito bacana e que demanda uma boa dose de entusiasmo para fazer frente às esperanças e expectativas de nossos jovens alunos. Este empenho em alguns momentos vai por água a baixo. Isso ocorre quando esses alunos entram em contato com profissionais – ou pretensos trabalhadores – da área e notam justamente o oposto: desmotivação, falta de entusiasmo, visão de ocupação e não de carreira ou, ainda, uma pessoa sem qualquer formação exercendo um cargo que poderia ser seu por vocação e, agora, formação. Certamente vocês sabem do que falo.

Na noite de hoje (07/05) realizaremos uma visita técnica a um restaurante, mas faremos isso com o olhar de clientes. Estamos em um momento das aulas em que estudamos os tipos de serviços à mesa e as variadas ofertas de alimentação fora do lar. Assim, conheceremos uma pizzaria próxima a escola para verificar, com base em que já conversamos em sala, a quantas anda uma empresa turística do segmento de Alimentos & Bebidas – dentro do circuito turístico local – e a qualidade do atendimento de seus Anfitriões Profissionais.

O fato é que iremos observar, entre outros, o Manipulador de Alimentos. Este cargo é normalizado pela NBR 15.033:2004. Comentarei mais exatamente o cargo em nosso próximo artigo. Gostaria, no entanto, de clarear o conceito serviço de alimentação fora do lar. O referido documento afirma que se trata de:

“Empresa ou instituição, com fins lucrativos ou não, que possui pelo menos uma de suas operações envolvida com alimentos e bebidas, como manipulação, preparação, fracionamento, empacotamento, armazenamento, manuseio, transporte, distribuição, venda direta ou consumação como, por exemplo, restaurante, bar, lanchonete, cozinha industrial, cozinha hospitalar”.

Ficaram curiosos? Eu também estou! Vamos ver o que a hospitalidade caiçara pode nos proporcionar. Dentro de duas semanas conto como foi a experiência…

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