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QUEREM DESTRUIR NOSSO CLIMA ORGANIZACIONAL


Certa vez, em determinada empresa, existia um grupo de funcionários que trabalhava numa mesma seção. Eles tinham um ótimo relacionamento e, por isso, o clima organizacional entre eles era dos melhores. Em poucas partes daquela organização existia uma equipe unida como aquela. Mas, vizinha a essa equipe, existia também uma pessoa que tinha dificuldade de relacionar-se com os outros, não se sabe se por problemas psicológicos ou pela sua personalidade. Por conta disso, a vizinha não tolerava a boa interação entre os componentes daquele grupo, procurando de toda forma desfazê-lo.

Tudo que o grupo ao lado fazia para ela era entendido como uma afronta aos regulamentos da empresa ou a sua moral. Assim, a vizinha juntava todos os fatos que ocorriam, por menores que fossem, a fim de acabar com o bom clima organizacional que acontecia ao seu lado. Quando um gestor se depara com uma situação dessas, o que ele deve fazer?

Antes de tudo, o que é clima organizacional?

Clima organizacional, de acordo com o site RH Portal, é “um conjunto de propriedades mensuráveis do ambiente de trabalho percebido, direta ou indiretamente, pelos indivíduos que vivem e trabalham neste ambiente e que influencia a motivação e o comportamento dessas pessoas“. Dessa forma, a gestão eficaz do clima organizacional é importante para que as pessoas se sintam bem exercendo suas atividades e dentro do grupo no qual estão inseridas. A interação descontraída, a diminuição da formalidade e até a continuação do relacionamento fora do ambiente da empresa são sinais de um clima organizacional positivo.

O que acontece é que, em alguns casos, nem todos da equipe participam do grupo que vive um bom clima organizacional. Geralmente a pessoa que não se sente dentro do grupo fica com um sentimento de rejeição. Em muitos casos, parte então para atacar, da forma que pode, as outras pessoas, tentando neutralizar o clima por não fazer parte dele. Nisso pode haver desavenças, acusações falsas ou mesmo processos judiciais entre as “pessoas de fora” e as “pessoas de dentro”.

Se eu for o gestor, como devo agir?

Existem medidas simples, porém eficazes, que um gestor pode tomar para procurar sanar o problema. Algumas delas são:

  • Avaliar o clima organizacional, verificando se realmente existe uma boa interação entre a maioria do grupo ou se isso acontece em pequenos subgrupos dentro do mesmo grupo, o que não caracterizaria um verdadeiro clima organizacional positivo;
  • Ver quem está “de fora” e investigar quais os motivos disso. Podem ser de cunho pessoal, por conta de alguma dificuldade em casa ou mesmo financeira, de personalidade, pelo fato da pessoa ser muito introvertida, ou de âmbito profissional, pelo motivo do grupo seguir um estilo de trabalho que não condiz com o do profissional deslocado;
  • Tentar juntar o que ainda não participa ao grupo maior após dirimir as causas de seu afastamento do grupo, ou transferi-lo para outro, de preferência para uma equipe que tenha mais afinidade com seu modo de trabalhar e se comunicar.

Todas essas ações têm um único objetivo: tornar o grupo coeso e unido. Os componentes passam a se apoiar uns nos outros e daí surge uma sinergia intensa e crescente. A motivação e o rendimento dos participantes aumenta e ganham tanto a empresa quanto os indivíduos.

Se você se sente separado de um grupo, pense nos motivos dessa situação. Se está dentro de uma boa equipe e vê que ao seu redor existem outros que não estão participando, puxe-os para dentro e mostre-os que é bom ter colegas de trabalho, mas é ainda melhor ter amigos dentro ou fora da empresa.

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