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PLANEJAMENTO DE MARKETING: NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA (EM DINHEIRO)

Por Gabriel Galvão

Michael Jackson, astro mundial considerado por muitos o rei do pop, estava pronto para iniciar uma série de shows pelo mundo, o que significaria seu retorno aos palcos e da grana às suas contas. Tudo organizado, inclusive com exaustivos ensaios sendo feitos constantemente que estavam sendo gravados e seriam usados provavelmente num extra de um futuro DVD dos melhores shows da turnê. Infelizmente, o Michael bateu as botas. Mas calma, nem tudo está perdido! As imagens dos ensaios foram usadas para montar o filme This Is It, último registro de MJ. Jogada de marketing? É claro. E por quê não?

Foram investidos milhões de dólares na preparação e divulgação do show, que com certeza seria muito rentável. A surpresa da morte repentina do principal personagem dessa história não impediu a indústria do entretenimento de aproveitar o que sobrou para tirar alguns milhões em cima. O marketing agiu rápido e tratou de reverter a situação da tristeza pela morte do cantor/compositor para a celebração do que viria a ser um dos maiores espetáculos da era recente.

O marketing tem de estar sempre preparado para reviravoltas na programação feita. Um plano de marketing indica os passos para se consolidar os esforços de marketing ao longo do tempo. Creio que os organizadores da turnê não contavam com a morte de Michael, mas souberam como agir e transformá-la em seu grand finale. Uma das características de um bom gestor de marketing é justamente essa: mudar o rumo dos planos de acordo com o cenário que se vai construindo. Na verdade, acho que não existiam muitas alternativas após o falecimento do astro, mas o filme foi uma boa saída.

Que tomemos como lição esse fato. Um bom estrategista deve:

1 – Se adaptar ao que vier pela frente, independente do que seja;

2 – Formular alternativas para o caso do plano principal perder foco ou não puder ser continuado;

3 – Ver as coisas pelo lado positivo, enxergando as oportunidades que aparecem mesmo nas situações mais infelizes. É cruel, mas é verdade.

Um plano de marketing, mesmo quando dá errado, pode dar certo. Depende da capacidade, criatividade e agilidade do planejador.

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