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Por que treinar pessoas para gerir pessoas

Por Paulo Crepaldi

Tanto na vida profissional quanto na social, precisamos aprender a interagir com pessoas. Situações como essas são comuns no nosso dia a dia, já que, muitas vezes, quando menos esperamos, podemos ser colocados a frente de uma equipe, ou começarmos a trabalhar em novos projetos, em diferentes lugares e com inúmeras pessoas diferentes, cada qual com suas habilidades e disposições.

Liderança

Então, para obter êxito nas diversas tarefas que lhe são passadas, é necessário que você consiga o suporte e a confiança dessas pessoas, motivando-as e procurando atender suas necessidades. Para isso, você deve ter em mente um planejamento ou um modelo de “como influenciar o comportamento dessas pessoas” de uma maneira efetiva e positiva.

O fato é que pessoas se comportam de acordo com certos princípios da natureza humana, ou de acordo com a forma com a qual são influenciadas a cumprir determinados trabalhos.

Por estarmos diante de diferentes pessoas, temos que ser consistentes e flexíveis em diversas situações.

E como conseguir isso em diferentes dias, tarefas e funções? Por esses dois motivos treinamos pessoas para gerir pessoas. Devemos ter em mente que “O importante não é porque as pessoas decidem abandonar as empresas e sim, o porquê elas permanecem ”.

Imagine a seguinte situação: Você trabalha com alguém que é excelente na análise de relatórios, e o seu desempenho é considerado extremamente alto não só por você, mas também pelos demais colegas de trabalho. Certo dia, você pede a ele que, após a análise de um desses relatórios, transcreva-o para uma planilha e traga para você dar uma olhada na manhã seguinte. No outro dia, você chega ao escritório esperando que a planilha esteja em sua mesa. No entanto, observa que nela contém apenas os seus papéis e seu porta-caneta. No mesmo momento você liga para o seu colega que, ao ser indagado sobre a planilha, simplesmente responde que “não a fez”.

Neste instante você começa a se perguntar: “Onde foi que eu errei? Eu fui claro ao pedir a planilha e eu sei que ele sabe fazê-la!!!”. Pois saiba que você cometeu o mesmo erro praticado pela maioria das pessoas: analisou o seu colega como um todo e se esqueceu de observar o desempenho dele em tarefas específicas.

Neste caso, temos uma pessoa com dois níveis de desempenho: um alto, para analisar relatórios, e um mais baixo, para transcrevê-los.

Como ser consistente e flexível nessa situação, como determinar um padrão de comportamento para o alto desempenho e para o baixo desempenho e conseguir ser flexível para lidar com pessoas como a do nosso exemplo, para que dêem o máximo que podem nos oferecer naquilo em que são realmente habilidosas e aumentar o seu desempenho naquilo que não são?

Partindo desse pressuposto, durante o nosso “Papo de Gestão de Pessoas” iremos abordar diversas situações como a que descrevemos acima e discutir como agir para obter os melhores resultados das pessoas que influenciamos, nas diferentes situações em determinadas tarefas, pois o nosso foco é “transformar a visão do todo de uma maneira clara para os outros”.

Fonte: Teias

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