Marketing eleitoral: quando o produto é o caráter
Por Gabriel Galvão
Marketing, diferente do que os leigos pensam, não se restringe a trabalhar com bens e serviços. Ele também pode aplicar suas ações em favor de uma ideia ou de uma pessoa, que é o caso, por exemplo, do marketing político.
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Um candidato que se lança na disputa por um cargo público se compara a um produto recém-lançado no mercado. Necessita de um planejamento estratégico, um foco definido, uma imagem bem construída, uma boa comunicação com seus clientes, no caso, os eleitores, publicidade eficiente e também a medição e o acompanhamento dos resultados das ações. Também como os produtos, precisa da pós-venda, o que, nesta situação, representa o cumprimento do que foi prometido em campanha. Essa é a parte mais complicada: é tradição brasileira que os políticos não cumpram o que foi dito ou façam muito pouco. Da mesma forma que acontece com um produto, quando um político age assim, vai perdendo aos poucos seu público, tendo que realizar um esforço de marketing muito maior quando deseja se reeleger, o que também demanda bastante dinheiro. Mas dinheiro nunca foi problema para eles…
Em ano de eleição, agências de publicidade correm contra o tempo para preparar a campanha dos candidatos. As assessorias tratam de reforçar seus contatos e os partidários saem a conquistar mais e mais base eleitoreira. Nessa loucura toda, sai na frente quem usar de estratégia e técnicas de marketing, organizando todos os esforços inteligentemente para que o resultado seja a posse. Se você é candidato ou trabalha para um, já começou sua estratégia?




