Motivação e alto desempenho: uma dupla inseparável
Por Rosângela Angonese
Um artigo recente publicado na conceituada revista american
a Harvard Business Review discutiu um assunto que é motivo de preocupação e, é claro, de algumas ações por parte dos líderes e das empresas: a motivação.
Afinal, o que motiva os colaboradores?
De acordo com o artigo, incentivos com salário, promoções, benefícios, podem estimular as pessoas a trabalhar mais, porém a melhoria no ânimo durará pouco tempo. Ou seja, ganhar mais é o que todo mundo quer, mas passada a euforia do primeiro salário a motivação vai embora. No entanto, também é verdade que baixo salário pode prejudicar o moral do funcionário.
Por outro lado, os especialistas garantem que a regra de ouro nesse assunto é criar situações que possibilitem ativar os fatores motivadores internos das pessoas. Parece complicado, não é mesmo? O que são fatores internos? Quem vai ativá-los?
Aqui é que entra o líder. Ele é o responsável pela criação de recursos que enriqueçam o trabalho dos seus liderados, de modo a possibilitar o progresso das pessoas. Para isso, algumas ideias poderão ajudar:
* Aumentar a responsabilidade individual de cada um, removendo controles desnecessários.
* Dar às pessoas a responsabilidade pelo processo completo do trabalho, elas se sentirão mais motivadas quanto mais donas do processo forem.
* Fornecer as informações disponíveis diretamente aos empregados, sem intermediários.
* Possibilitar que as pessoas façam coisas novas, tarefas mais difíceis do que elas já fazem. Isso conduz ao progresso pessoal.
* Designar tarefas individuais especializadas de modo a permitir que a pessoa se transforme num especialista.
Se olharmos bem, esses princípios não são grande novidade. Porém, há uma pergunta que não quer calar: por que eles não são praticados?
O que temos observado, com certa freqüência, são gerentes querendo manter o controle sobre as pessoas, sonegando informações e guardando em segredo as estratégias e objetivos da área ou da empresa.
Já encontramos, também, gerentes impedindo o desenvolvimento pleno dos subordinados, não permitindo o seu crescimento, dificultando o acesso a novos desafios e programas de desenvolvimento e capacitação.
Observamos, ainda, gerentes, cujo olhar sobre as fragilidades das pessoas é tão intenso que ofusca o brilho do potencial que a equipe possui. E, ao contrário do que muitos acreditam, o ser humano se desenvolve mais intensamente, quando são fortalecidos os seus pontos fortes e não quando são atacados os seus pontos fracos.
Essas práticas impedem o progresso das pessoas, ocasionando baixo desempenho e pouca alegria no ambiente de trabalho. Haja motivação interna! E você, o que tem visto por aí em relação a este assunto?





Muito bom o artigo, parabens! Esta questão motivacional é de suma importância dentro do ambiente de trabalho, principalmente quando se trata de equipes de vendas, mas vem sendo banalizada ultimamente no meu ponto de vista. Muito do que vejo ou leio a respeito deste assunto menospreza a inteligência do espectador.