Marketing Digital: Não basta marcar presença. É preciso ficar na memória
Por Tatiane Santos – fonte Impacta
Sobre a internet mudar as formas de relações entre as pessoas todos já ouviram falar. Sobre as empresas fazerem uso comercial disso, alguns já começaram entender. Mas onde você quer estar no meio disso tudo é preciso descobrir.
Segundo dados da Internet World Stats, em junho de 2010, 28,7% da população mundial tinha acesso à Internet. Só no Brasil são 76 milhões de usários. Ficar alheio a essas transformações não é uma opção estratégica, por isso estão surgindo no mercado profissionais focados no mundo digital.
Milhares dos participantes ativos das comunidades on-line, tais como o Facebook, Twitter, MySpace e o Orkut, já fazem diariamente publicidade de si mesmos. Dessa forma influenciam pessoas sobre seus gostos, suas preferências e interesses. Essas ações atingem um vasto número de pessoas simultaneamente. “Um Tweet atinge, em média, 15 internautas”, exemplifica Eurípedes Magalhães, coordenador do curso de Marketing Digital da Faculdade Impacta de Tecnologia. Assim, as marcas não têm como dispensar os atuais e-consumidores.
Professor Eurípedes Magalhães / Foto: Tatiane Ribeiro
Mas ao mesmo tempo que termos como Aplicativos para Facebook, Videolog, Revistas Digitais, chamam a atenção, é necessário considerar que quanto mais visibilidade, maior é a responsabilidade. “Estamos na era da conversão, onde o consumidor interage diretamente na construção da imagem da marca”, diz Eurípedes. Ou seja: a pessoa compra o produto/serviço, usa e posta as suas impressões sobre ele.
Por isso todo cuidado é pouco. “Temos que ampliar a visão para o off-line. Porque ninguém é tão legal quanto o seu perfil nas redes sociais”.
Para isso foi criada a primeira pós-graduação de Marketing Digital. “Apesar do mercado existir há dez anos, a formação profissional do uso desses meios não existia. As pessoas faziam cursos rápidos ou eram autodidatas”. Com o aumento da demanda, a profissionalização é urgente.
Nesse sentido, os organizadores fizeram uma grade baseada em disciplinas comuns entre as diversas áreas de atuação (planejamento, mídias sociais, gerência de projetos, arquitetura da informação), com aulas que se reiventam, em termos de conteúdo, conforme as novas tecnologias e cases.
A perspectiva de trabalho para quem se forma é enorme. Além de prestar serviço para diversas empresas que já decidiram entrar no mercado de redes sociais em 2011 de forma atuante, a formação abre viés para os empreendedores criarem novas agências.
O importante, segundo Eurípedes, é ter base para fazer o trabalho de forma estruturada e ter claro o objetivo principal de cada ação dentro da era digital. Por isso, buscar conhecimento na área nunca é demais.





